“A palavra realidade está para a palavra educação assim como meta está para caminho.”
Então é impossível promover o processo educativo, em seu sentido completo, sem obedecer à realidade, levando em consideração todos os seus aspectos.
A situação que os jovens estudantes experimentam atualmente é, de um lado, um completo descaso pela sua vida e pela sua educação, do outro lado, uma alienação do indivíduo, o reduzido a mero receptor passivo de informações, conceitos e técnicas, que de nada o ajudam a olhar ou entender o mundo fora da sala de aula, a realidade. Os “mestres” não olham os alunos levando em consideração a integralidade dos fatores que os constituem, não olham paro o humano que existe e é feito por Alguém naquele instante, pois não foram também educados a olhar assim, pior, nunca foram olhados assim!
Projetos, como o PNE (Plano Nacional de Educação) constituído de 20 metas que irão vigorar pela próxima década no Brasil, visam melhorar a qualidade do ensino e a qualificação, a valorização e a remuneração do corpo docente. Bonito no papel, mas também não inclui o olhar para o indivíduo, sua situação familiar e os desejos que o constituem. Antes de tudo é preciso entender qual o objetivo da educação: é formar um homem novo, de modo que à medida que o educando alarga seu olhar diante da realidade, das matérias, dos amigos, da família, tanto mais ele é capaz de agir por si mesmo, pois foi educado a olhar para todos os fatores e decidir racionalmente. Como diz Giussani: “É preciso então, de um lado, colocá-lo constantemente em contato com todos os fatores do ambiente; de outro, deixar-lhe a responsabilidade da escolha, seguindo uma linha evolutiva determinada pela consciência de que o jovem deverá
chegar a ser capaz de, perante tudo, ‘fazer por si’.”
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